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Dirigente do Grêmio critica STJD por apenas multar o Flamengo após cânticos homofóbicos

Grêmio não gostou da punição imposta ao Flamengo

Alexandre Vidal / Flamengo

Citando inclusive os desdobramentos do caso de racismo contra Aranha, na Arena, em 2014, o diretor-jurídico gremista Nestor Hein detonou o STJD em entrevista à Rádio Gaúcha. O motivo: a punição de apenas 50 mil reais por cânticos homofóbicos de rubro-negros no Maracanã no duelo contra o Grêmio pela Copa do Brasil.

“A homofobia hoje está equiparada ao crime de racismo por decisão do STF. Em 2014, o Grêmio identificou todas as pessoas que cometeram atos racistas e, mesmo assim, o STJD  excluiu o clube da Copa do Brasil. O Flamengo não identificou nenhuma pessoa que cometeu crime de homofobia. O advogado do clube admitiu que o fato ocorreu e se disse enojado pelo que viu nas imagens. Os auditores também disseram que o fato ocorreu e, mesmo assim, resolveram colocar apenas uma multa de R$ 50 mil. Um deles chegou a dizer que, se condenasse o Flamengo, o clube ficaria com a pecha de ser um clube homofóbico. Por que o Flamengo não pode ficar com a pecha de ser um clube homofóbico? E por que o Grêmio pode ficar com a pecha de ser um clube racista?”, questionou Hein.

Para o dirigente gremista, está cada vez mais evidente que o Flamengo “manda” no STJD:

“O Flamengo manda no STJD. O Flamengo sempre resolve as coisas pagando. É sempre punição pecuniária. Ele paga a multa e aí não tem problema. O STJD, por conta dos atos de alguns dos seus auditores, é um propagador de decisões esdrúxulas e absurdas que valem para um clube e não valem para outros. É um tribunal que premia os seus transgressores e as pessoas que não cumprem as suas atribuições. Pode se confiar neste tribunal? Pode se levar a sério um tribunal desses?”, acrescentou.

Reveja os tais cânticos:

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