Anos de parceria, grandes atuações, títulos e principalmente uma verdadeira amizade, “rara” no futebol, conforme Walter Kannemann caracterizou o relacionamento com o zagueiro Pedro Geromel em entrevista ao jornalista Duda Garbi.
Eles são titulares do Grêmio desde setembro de 2016 e participaram de toda a era recente de conquistas.
“A relação se deu de forma natural. Mas com 15 dias jogando no Grêmio eu vi que de bonzinho ele só tinha a cara. Mas sim, temos uma amizade. Uma amizade rara no futebol. Começou nos jogos: “Esquerda, direita, olha o teu aí”. Algo natural”, disse Kannemann.
Uma dessas conquistas foi exatamente a Libertadores de 2017, da qual o argentino não esquece a defesa de Marcelo Grohe em cabeçada durante o primeiro tempo da vitória de 1×0 sobre o Lanús, na Arena, pela ida da final:
“Para mim, a grande defesa foi contra Lanús no primeiro jogo. Eu vi a bola passando naquela cabeçada no escanteio e pensei que era gol. Mas vi a torcida gritando e depois a bola subindo. Foi Grohe, na verdade. Não começamos bem o primeiro tempo, depois Renato acertou coisas no vestiário e voltamos melhor”.
Por fim, Kannemann falou da “loucura” de estar suspenso no jogo decisivo na Argentina e ter que torcer de fora:
“Foi uma loucura. Uma loucura, loucura… e eu assisti esse jogo ao lado do Maicon, que também estava fora. Aí tinha lance que ele gritava para passar, sair jogando e eu gritava para chutar para frente (risos)”, concluiu.









