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Anderson Pico relembra reviravolta no Grêmio e presença na inauguração da Arena: “Nem pensava no jogo”

Ex-lateral-esquerdo segue em atividade buscando um novo clube

Anderson Pico pelo Grêmio em 2012 — Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Mantendo a sua série de entrevistas com personagens marcantes da história do Grêmio, o jornalista Duda Garbi, do Grupo RBS, publicou nesta semana uma entrevista com o lateral-esquerdo Anderson Pico, de 31 anos, que foi jogador do Grêmio entre 2007 e 2013, e personagem repleto de histórias no tricolor, das quais separamos algumas em tópicos.

Surgimento no time em 2007

“Eu era reserva do time de juniores quando nos chamaram pra completar um treino no CT de Alvorada, que hoje é do Inter. Fomos eu, o Léo, Felipe Mattioni e o Aloísio. Inicialmente, o Julinho Camargo queria levar outros jogadores, mas o Mano Menezes nos recebeu e fizemos o treino. Lembro que eu fui muito bem. No outro dia passamos na sala do seu Verardi e fomos integrados ao profissional. Eu lembro que não acreditava, era uma sensação incrível”.

Noites, bebidas e queda

“Comecei a jogar em 2007 e me firmei jogando vários jogos, fiz um bom contrato, ganhei um carro. Claro que isso subiu um pouco à cabeça. Eu achei que era dono da posição e nada mais. Tinha uma vida agitada de noites, bebidas, de achar que podia ficar sem dormir, que era jovem e não dava nada. Mas dava. Em 2008 me apresentei com cinco quilos acima e começou a ser um ano mais difícil pra mim. No final do ano, a direção me chamou e disse que o Roth não contava comigo para 2009. Foi um pouco complicado quando comecei a rodar emprestado a outros times, já não tinha mais o foco para o futebol”.

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Reviravolta em 2012 com Luxemburgo

“Em 2012 eu estava no último mês de contrato com o Grêmio e fui para o Olímpico tentar a rescisão, porque eu tinha proposta do México, queria ir. Já estava treinando forte em paralelo e melhor fisicamente. Fiquei umas três horas esperando o Paulo Pelaipe me receber. Fui pra sala dele e ele me mandou levantar a camisa: “Tu tá diferente, hein”. Ele me disse. E me mandou descer pra conversar com o Luxemburgo. Eu não estava entendendo nada. Aí o professor daquele jeitão dele perguntou se eu queria trabalhar, e eu disse que sim. No outro dia cedo já estava treinando de novo no profissional”.

Jogo contra o Hamburgo na Arena

“Foi uma sensação inacreditável pra mim, que tinha morado no Olímpico e vivia a inauguração de um novo estádio. Eu fechei o Olímpico e inaugurei a Arena, posso dizer. Naquela partida contra o Hamburgo, eu não estava nem aí para o jogo. Pensava só no estádio, naquela torcida, no emblema de inauguração no peito da minha camisa. Algo que vou contar pra sempre”.

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