Desde o início da atual Libertadores, o futebol brasileiro se vê envolvido em uma série de polêmicas e médidas da Conmebol que acabam atrapalhando a campanha de seus clubes. Primeiro, o Santos foi punido exemplarmente por uma escalação irregular. Agora, o Cruzeiro lamenta a expulsão equivocada de Dedé na derrota fora de casa para o Boca Jrs, na ida das quartas de final.
50[/bn]
Neste domingo, em coletiva de imprensa, o presidente gremista Romildo Bolzan foi perguntado sobre o tema e se o Grêmio poderia tomar algum posicionamento oficial em solidariedade aos times brasileiros prejudicados.
Ele reconheceu "injustiça" no caso da expulsão do zagueiro cruzeirense a partir do uso do VAR, mas fez questão de lembrar que em 2017 nenhum clube "se doeu" pelo Grêmio. Bolzan afirma que o tricolor "matou no peito" e brigou sozinho pelos seus direitos na final da Libertadores, quando, no jogo de ida, foi extremamente prejudicado na Arena contra o Lanús.
"Nós tivemos no ano passado uma situação bem parecida. Naquele primeiro jogo da final contra o Lanús, cuja arbitragem foi desastrosa. Com VAR, não nos deram aquela penalidade no final do jogo. Isso motivou a minha viagem junto com o André Zanotta (diretor-executivo) à Conmebol para apresentar documentos e comprovações do que havia sido feito. E digo mais: aquele árbitro foi agora o árbitro de vídeo contra o Tucumán. Passou aquilo e sabe o que Grêmio virou? Campeão da América. Tricampeão da Libertadores. Mas alguém se doeu pelo Grêmio naquele episódio? Algum clube se doeu pelo Grêmio? Não. Matamos no peito. Nós nos solidarizamos quando há injustiça, aí sim. Agora, há no Brasil culturalmente a mania de se interessarem apenas quando o calo aperta. Isso precisa mudar".
5
O Grêmio segue bem vivo na Libertadores e tem vantagem de 2×0 sobre o Tucumán nas quartas de final. O jogo da volta ocorre no dia 2, na Arena.










