A partir da próxima temporada do futebol norte-americano, o Grêmio estará sendo representado pelo Gremio San Diego FC, que disputará a quarta divisão da liga local a partir de uma iniciativa do empresário e jogar André Sana, 37 anos, gaúcho de Porto Alegre e gremista de coração.
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A reportagem do Gremistas conversou com Sana para entender um pouco mais do projeto. Confira abaixo:
Gremistas: Como foi o início de sua paixão pelo Grêmio e a sua história no futebol?
André Sana: Sou um grande torcedor do Grêmio. Meu bisavô Júlio Kunz foi goleiro do Grêmio em 1916 e 1917. Depois foi para o Flamengo e para a seleção, onde foi campeão da Copa América em 1922 no Chile. Lá um jornal o apelidou de “Homem das Mil Mãos” pelas defesas magistrais que fazia. E essa paixão pelo futebol e pelo Grêmio foi passando pelas novas gerações da família. Antes de eu nascer, a minha família me esperava com roupinha do Grêmio na porta do hospital. Já era gremista antes de nascer. Eu nasci e o Grêmio foi campeão brasileiro em 1981. Desde bebê eu andava fardado. Dois anos depois o meu pai me levou na final da Libertadores contra o Peñarol. Então, desde cedo, a paixão tinha que funcionar. Com quatro anos comecei a jogar futsal. E em seguida fui jogar na escolinha do Grêmio. Mais tarde, pelos 16, fui fazer teste no Grêmio e não passei. Fui parar no Lajeadense, depois fui indicado ao São José, mas decidi estudar Administração na PUCRS e acabei não tendo a persistência de seguir na carreira. Em 2014, quando vim para cá, não pensava mais em jogar. Tinha 33 ou 34 anos, mas quis voltar a jogar até porque aqui é mais fácil.
G: A ideia de criar um time de futebol inspirado no Grêmio é um desejo antigo?
AS: Até o ano passado eu estava jogando pelo Temecula FC, na Califórnia. Fui com eles para a Europa para alguns jogos e quando eu retornei tivemos uma troca de treinador. Veio um irlandês e vi tanto ele quanto o clube fazendo coisas erradas. O futebol nos EUA vinha crescendo, mas a mentalidade do clube para algumas questões seguia a mesma. Vi a oportunidade. Surgiu a ideia. Pensei: “Quer saber, vou abrir o meu clube”. E, como um apaixonado pelo Grêmio, resolvi abrir um time inspirado no meu clube. Tenho uma tatuagem no meu corpo que pega até o coração que é a camisa do Grêmio. Vi tudo o que eu precisava fazer para não ser uma cópia e fiz a homenagem. É o Gremio FC San Diego, inspirado no Grêmio, com o símbolo ligado ao Grêmio. Se acontecer uma parceria ou não, não sei. Mas trata-se de um clube americano, fundado por um brasileiro, que é apaixonado pelo Grêmio.
G: Como será o processo para a contratação dos jogadores?
AS: Seremos um clube de futebol. Não seremos uma empresa de tramitação de documentos. Recebi mensagens e ligações de pessoas que querem vir jogar, mas nós não temos condições de contratar as pessoas para virem morar nos EUA. Não é tão fácil assim. É aberto para todas as pessoas, principalmente aos norte-americanos. Teremos brasileiros, mexicanos, teremos um time forte. Repito: é um clube americano inspirado no Grêmio, que é um dos maiores times do mundo.
G: O que dá para esperar desse projeto no futuro?
AS: Os clubes da primeira divisão, a MLS, muitas vezes olham para as divisões inferiores. Porque tem muitos jovens e é muito mais fácil contratar alguém que já está aqui. O projeto nosso é grande, é bem longo. Estamos só começando. Também pensamos, no ano que vem, montar uma academia e começar a formar atletas. Daqui a pouco podemos descobrir um talento aqui e ofereceríamos primeiro a quem? Ao Grêmio, claro. Gostaria de abrir essa porta com o Brasil. Estamos nos preparando com bons profissionais. O Jadel Gregório é nosso diretor de preparação física, o nosso treinador será um brasileiro que já trabalhou com o Parreira… é isso. Juntei o amor da minha vida, que é o Grêmio, com uma oportunidade e a paixão pelo esporte. Nós nunca seremos o Grêmio. É um gremista levando as cores do Grêmio pelo mundo. A América do Sul já é nossa, vamos partir para dominar a América do Norte.
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