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Ex-zagueiro aposta em final brasileira na Libertadores e diz: ‘Argentinos respeitam o Grêmio’

No que depender da vontade e da projeção do ex-zagueiro Claudiomiro Santiago, o título da Libertadores de 2018 ficará no Brasil. Ele está apostando em uma final brasileira entre Grêmio e Palmeiras, confiando no sucesso das equipes nacionais nas semifinais contra River Plate e Boca Juniors, que se iniciam na Argentina a partir da semana que vem.
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Em entrevista exclusiva concedida à reportagem do Gremistas, o ex-defensor tricolor mostrou muita confiança no trabalho de Renato Gaúcho no Grêmio e fez uma ressalva ao Palmeiras, que poderia ter eliminado o Boca Juniors na primeira fase, mas apenas empatou em casa e ainda "ajudou" os argentinos na rodada final ao vencer o Junior, da Colômbia.

"Eu ainda fico com o Grêmio. Por já vir com uma base montada há dois anos, pelo entrosamento, pelos títulos que vêm ganhando. Então desse lado da chave a minha aposta é o Grêmio. Do outro lado, o Palmeiras teve a chance de eliminar o Boca Juniors na primeira fase. E esse tipo de time, quando surge a chance, você tem que matar. O Boca cresceu durante a competição, mas vejo o Palmeiras melhor. O Felipão conhece esse tipo de jogo e quando chega nas fases assim, chega pra ganhar. Eu vejo e acredito numa final brasileira. E sei que os argentinos respeitam muito a camisa do Grêmio", disse Claudiomiro.

Relembre um gol de Claudiomiro na Libertadores de 2002:

Em uma geração que tinha nomes como Anderson Polga, Anderson Lima, Roger, Tinga e Zinho, o ex-zagueiro esteve perto de disputar uma final de Libertadores pelo Grêmio, mas parou na semifinal diante do Olímpia, em 2002. Naquele ano, o Grêmio despachou o River com duas vitórias nas oitavas de final e Claudiomiro vê semelhanças entre as duas épocas:

"Tu sabe que me lembra muito aquela Libertadores de 2002? Claro que são momentos diferentes, o Grêmio hoje vive em outro patamar, em uma fase muito boa com a torcida. Mas esse clima de véspera me lembra muito. Naquele ano nós estávamos jogando a antiga Copa Sul-Minas e no jogo anterior tínhamos tomado 5 do Atlético-PR em casa na semifinal. E mesmo assim criamos forças pra ir até o Monumental dias depois e ganhar de 2×1. Então, mesmo em patamar distinto, eu vejo semelhanças. Claro que é um jogo difícil, até pela qualidade do River Plate, um time muito qualificado em todos os setores. Mas eu acredito no Grêmio, sempre. E o River respeita o Grêmio, eles sabem o peso da camisa do Grêmio".

Monumental é campo "neutro"

Claudiomiro fala com a experiência de quem já esteve por duas vezes no Monumental de Nuñez – e nas duas ajudou o Grêmio a sair vencedor pela Mercosul de 2001 e Libertadores de 2002. Ele, claro, elogia o estádio rival, mas pelas condições de campo e distância da arquibancada avalia se tratar de "campo neutro".

"Em 2002 eu não lembro por qual razão, mas eles só jogaram com cerca de 10 mil no estádio. Só que aqueles 10 mil pareciam 30 ou 40 mil pela festa, pelo barulho. Eles realmente incorporam aquele espírito de alma castelhana, de empurrar até o final. Só que é um estádio bem grande, um campo bom de se jogar e a torcida fica distante. Não é aquele clima de caldeirão que a gente vê seguido. Eu costumo dizer que é campo neutro. Agora, claro, os jogadores sentem esse clima logo na chegada ao estádio, com a pressão que eles fazem. Eu acho que não foge muito disso. O Grêmio não vai sentir, é um ótimo estádio para jogar. Olha, se eu pudesse jogaria de novo no campo do River".
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O primeiro jogo da semifinal entre River Plate e Grêmio ocorre na terça-feira que vem, na Argentina. A decisão da vaga se dará uma semana depois, dia 30, na Arena, em Porto Alegre.

 

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Esse é o blog da redação do Gremistas.net, escrito pelos jornalistas que compõem a equipe de criação da maior comunidade de torcedores do Grêmio na internet.

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