“Jogador conversa entre si”. Foi dessa forma que o atacante Ferreira resumiu a maneira como iniciou o seu descontentamento com a oferta de renovação apresentada pelo Grêmio – que foi recusada e iniciou todo o atrito que fez o jogador botar o clube na Justiça.
Nesta terça-feira, em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, no YouTube, o atacante de 22 anos contou que, conversando com outros jovens do Grêmio, se surpreendeu com a proposta insatisfatória apresentada pela direção.
“Os jogadores conversam entre si. Teve outros da base e da transição que me falavam que tinham renovado, que ganharam luvas e não tinham subido pro profissional ainda. Comigo foi tudo diferente”, reclamou.
A proposta do Grêmio era de R$ 30 mil com gatilhos de aumento a cada ano. Mas não tinha luvas nem parcela do passe dada ao próprio Ferreira – 80% do clube e 20% da escolinha formadora vinculada ao tricolor. Ele isentou Renato Portaluppi de qualquer responsabilidade.
“Não era o meu desejo. Nunca foi a minha vontade, porque é um clube que eu me identifico muito. Estou há quase seis anos no clube. A ida na Justiça foi porque não tenho como colocar os diretores. Muitos ali conversavam uma coisa comigo e no contrato botavam outra. O clube não tem culpa, nem o professor Renato, que desde o início pediu a minha renovação. Ele inclusive ligou para o meu pai para entender o nosso lado. Não tenho nenhuma reclamação com o Grêmio em si”.
Com contrato até o meio de 2021, Ferreira não se vê mais em “clima” para jogar no Grêmio e admitiu que recebeu propostas de outros clubes nesse período de turbulência. A data do próximo julgamento ainda não está definida.









