Quem foi ver Douglas na terça-feira, acabou vendo Matheus Henrique. O jovem volante de 20 anos roubou a cena na vitória do time de transição do Grêmio por 3×0 sobre a Chapecoense, pelo Brasileirão de Aspirantes, em Novo Hamburgo – em duelo que marcou o retorno do camisa 10 depois de quase um ano e meio lesionado.
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Nesta quinta, a reportagem do Gremistas entrevistou Matheus Henrique e abordou diversos assuntos como o rótulo de "novo Arthur", o péssimo início do time de transição no Gauchão, a situação contratual e os objetivos para o futuro:
Gremistas: Como você avalia o desempenho do Grêmio e o seu, individual, sobre a Chapecoense?
Matheus Henrique: Foi um jogo complicado. Time deles marcou bastante. Deixavam os nossos zagueiros jogar, mas quando a bola chegava na nossa segunda linha pressionavam bastante. Com a nossa intensidade e com o nosso volume de jogo fizemos o jogo ficar fácil. Importante para mim, para o Douglas, Alisson, Pepê, Kaio… estávamos no profissional, mas não vínhamos jogando muito. Douglas voltando. Coletivamente foi excelente. Individualmente foi muito bom. Achei que fiz uma grande partida, mas acho que já fiz partidas melhores pelo Grêmio.
G: Você chegou a ler os comentários dos gremistas nas redes sociais depois do jogo? Eles se entusiasmaram contigo.
MH: É muito bom ter essa expectativa da torcida. É bom pra nós, nos motiva. A gente sabe que eles só criam expectativa em quem eles sabem que podem dar algo a mais e que podem render coisas boas ao Grêmio. Isso me motiva cada vez mais a seguir lutando, batalhando para estar na equipe de cima e corresponder aquilo que eu já venho fazendo.
G: Como foi jogar ao lado do Douglas bem no retorno dele aos gramados?
MH: Foi muito bom jogar com ele. Com a qualidade dele, fica fácil jogar junto. Sem contar a pessoa que ele é. Um cara fantástico. Fico sem palavras. De muita humildade, sabe? Lida bem com todo mundo. É um ícone do Grêmio, um cara vencedor, que onde passou conquistou títulos. Um dia vou poder dizer para os meus filhos que joguei com o Douglas. Um cara que já foi para a seleção brasileira. Para todos ali foi um momento único jogar ao lado dele.
G: Como você encara o rótulo de “novo” Arthur?
MH: Ser comparado a ele é gratificante. É jovem, vitorioso, negociado ao Barcelona… claro que é bom. Mas ele é o Arthur e eu sou o Matheus Henrique. Ele já conquistou muita coisa e está trilhando o caminho dele. Eu estou chegando agora. Claro que, olhando a carreira dele, vou me espelhar. Pelo jogador, pela pessoa, pelo atleta que ele é. Mas eu vou em busca dos meus objetivos como o Matheus Henrique, não como o “novo” Arthur. Sobre substituir ele ou não, eu acredito que estou preparado para jogar no Grêmio. Para estar no profissional. A preparação não é no sentido de ser o “novo” Arthur ou o substituto dele.
G: Esse mesmo time de transição que venceu a Chapecoense fracassou no início do Gauchão. Quais lições vocês tiraram de lá?
MH: Fizemos grandes jogos no Gauchão. Mas, infelizmente, os resultados não vieram. A vitória era o que a torcida e o Grêmio esperava. Tiramos de lição que se trabalharmos firme e correto as coisas acontecem. Tanto que aconteceu comigo, com o Pepê, com o Lucas Poletto… mesmo a gente não tendo bons resultados lá, o nosso desempenho individual foi muito bom. Fizemos jogos bons também no coletivo. E hoje, no grupo de cima, um grupo vitorioso, a gente tem essa lição. Trabalhar sempre firme que as coisas acontecem.
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G: Como está a sua situação contratual? Que desejo você mantém para a sequência da carreira?
MH: Estou emprestado do São Caetano para o Grêmio, que já adquiriu 10% dos meus direitos. O meu desejo é ficar no Grêmio e ser comprado em definitivo. Mas eu nem me preocupo com isso. Sei que o meu empresário e o Grêmio estão cuidando disso. O principal é que a minha parte eu estou fazendo. Agora é seguir firme. Nesse segundo semestre o nosso time vai ter as três competições para disputar e o calendário vai ser muito apertado. Vai ter espaço para todo mundo e todos nós temos que estar preparados. Meu desejo é de ficar no Grêmio por muito tempo. Vou para o meu terceiro ano aqui e é um clube que eu me identifiquei.