Em depoimento dado à RBSTV, Eduardo Corrêa, pai do jogador gremista Jean Pyerre, desabafou sobre as longas semanas batalhando pela vida, em um leito de hospital, no dramático enfrentamento contra o novo coronavírus.
Agora, ele já está bem, em casa e presenteado pelo filho, que deu a ele o troféu de melhor em campo da partida contra o Cuiabá no meio de semana.
“No primeiro dia cheguei muito mal em casa, falei para minha esposa que estava mal, ela falou para tomar um banho e nisso eu apaguei. No outro dia prometi para meu supervisor que iria fazer horário extra. Fui trabalhar. Cheguei pior de noite, fui para o hospital, me mandaram ficar em isolamento em casa. A doutora ligou no terceiro dia, eu estava com 41 graus de febre e ela me mandou urgente para o hospital. No dia 5 de agosto eu passei mal, vomitei, aspirei o vômito, entrei em parada cardíaca. A presidente do hospital pediu que fizessem o possível e impossível para salvar a minha vida. Chamaram minha família para se despedir de mim. Me colocaram em posição de prona, e foram controlando os sinais, até que na última tentativa, resolveu usar o aparelho, é um pulmão por fora do corpo, que o sangue circula ali. Foi o que me salvou. Aquela última tentativa. Por eles eu já tinha me dado como morto. Foram duas paradas cardíacas em 14 minutos e 25 dias em coma”, comentou Eduardo.
Jean Pyerre participou da entrevista e também deu o depoimento sobre o sofrimento passado:
“As pessoas talvez não sabiam um terço do que tinha acontecido. Notícia de que o meu pai tinha falecido. Passa um filme, do gol que fiz, ter sido o melhor do jogo, foi mais um alívio, de poder ter dado a volta por cima”, frisou o jogador.
Agora com a camisa 10, Jean Pyerre é opção do Grêmio neste sábado, 19h, diante do Ceará, na Arena, pelo Brasileirão.










