A movimentação do departamento de futebol gremista no mercado de transferências é limitada quando o assunto é a busca por jogadores estrangeiros. Isso se deve ao fato do técnico Renato Portaluppi ter algumas ponderações sobre atletas que são formados fora do Brasil.
Segundo o treinador, a dificuldade de adaptação e compreensão da língua atrapalham o trabalho, atrasando o desenvolvimento e, por isso, tem certa restrição a ideia.
"Eu realmente não gosto. A dificuldade é muito grande para o jogador se ambientar, para você entender a língua do jogador. Tivemos algumas experiências aqui no Grêmio com alguns jogadores (Bolaños e Arroyo). Eu já falei há um ano para o presidente que certos jogadores, de certos países, eu não gostaria de trabalhar mais. Não é que eu não gostava de trabalhar com eles, mas eles tinham outras prioridades antes de jogar e isso dificultava muito. Eu gosto de estrangeiro, desde que já estejam adaptados ao nosso país", disse Renato em entrevista à TV Bandeirantes.
Apesar disso, o treinador aprovou a movimentação gremista no mercado ao contratar Walter Montoya. Além do aval para o meia argentino, Renato também deu sinalização favorável para a contratação de Emmanuel Más, lateral do Boca Juniors que a direção negocia. Com o tempo, a comissão técnica tem se tornado mais flexível quando o assunto é garimpar atletas estrangeiros, principalmente por conta do custo benefício.
Um dos exemplos que deram certo no Grêmio é Walter Kannemann. O zagueiro, hoje jogador da Seleção Argentina, chegou a Porto Alegre após período de nenhum destaque no Atlas, do México. Estava em uma lista de dispensados do seu antigo clube e se transformou em ídolo do torcedor.
"O Kannemann é um cara que poderia jogar em qualquer time do Brasil. Ele é um brasileiro, fala e entende. Se adaptou completamente ao nosso país", lembrou Renato.
Tanto os dirigentes, quanto o treinador, procuram minimizar os erros e fazer cada vez mais uma avaliação profunda dos jogadores alvos nas janelas de transferências. Estrangeiros serão bem recebidos, deixa claro o técnico, desde que estejam dispostos a trabalhar pesado para entrarem no ritmo do futebol brasileiro.










