Não foi por falta de tentativa e de luta da direção que o Grêmio perdeu o julgamento da Conmebol. No último sábado, após demoradas reuniões do Tribunal Disciplinar, ficou decidido que de fato o River Plate seguiria como finalista da Libertadores.
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Em entrevista ao Globoesporte.com nesta semana, o presidente gremista Romildo Bolzan Jr mostrou sinceridade e revelou o que mais lhe deixou chateado em todo esse episódio:
"Eu tinha muita expectativa, um conceito extremamente favorável àquilo que seria na verdade a nova Conmebol. Via postura, a fala, via tudo aquilo. E vi, na verdade, que tudo isso ruiu. Exatamente por conta disso. Antes do julgamento, anteciparam de um dia para o outro. Estivemos lá, marcaram para nós e anteciparam de um dia para o outro. Tivemos de fazer uma logística para conseguir estar lá. Segundo, o julgamento foi assim, de certa forma, as informações que vieram foram medíocres, a razão que definiu mínima, não examinou o fato mais importante, a conduta do River Plate. Terceiro, fazendo isso, dá uma condução para que chegasse àquele resultado. Porque dada a responsabilidade do River Plate, deveria perder os pontos. Por fim, a humilhação que sofreu a Conmebol, e a não reação da Conmebol".
No complemento da resposta, Bolzan chega a falar em "conluio":
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"Houve uma afronta à instituição, os seus prepostos, o delegado do jogo, o chefe da segurança, foram impedidos de entrar para fiscalizar a boa conduta, a boa prática, o jogo limpo, as regras, dentro do vestiário. Havia uma transgressão de alguém que estava suspenso. Quando a Conmebol aceita isso e não faz punição ao clube, o que posso imaginar, tenho que imaginar esse elemento, que não foi considerado, e foi, e quero usar uma expressão razoável, não vejo outra que não seja um grande conluio".










